terça-feira, 17 de maio de 2011

Biocarvão é opção para seqüestro de carbono.

O biochar é obtido a partir da transformação da biomassa em carvão















Foto: Envolverde

Metodologia aproveita conhecimentos tradicionais indígenas

09/05/2008 - Uma técnica agrícola conhecida há milhares de anos pelos índios da Amazônia está sendo resgatada e avaliada como uma alternativa para lidar com o aquecimento global. A prática de adicionar o carvão resultante da queima de matéria orgânica à terra aumenta a fertilidade do solo, a produção agrícola e a eficiência do seqüestro de carbono da atmosfera, além de ser mais uma fonte de produção de energia.

Pelo método mais usual de se capturar carbono, as plantas absorvem o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera pelo processo da fotossíntese. No entanto, quando esses vegetais morrem, são decompostos por microorganismos, que acabam liberando o CO2 novamente no ambiente. Esse ciclo faz com que a remoção do carbono não seja permanente.

A redescoberta de uma técnica chamada de “biochar” ou biocarvão (que na região da Amazônia resultou na conhecida Terra Preta dos Índios) mostra que, quando as plantas são queimadas na floresta, parte do carbono absorvido por elas se transforma em carvão e se torna resistente ao ataque de microorganismos. Dessa maneira, o CO2 fica armazenado no solo por centenas ou milhares de anos.

O biochar é obtido a partir da transformação da biomassa (madeira, plantas, resíduos florestais) em carvão pelo processo de combustão conhecido como pirólise – caracterizado pelo aquecimento na presença de pouco ou nenhum oxigênio. A produção de biochar exige a queima a temperaturas superiores a 400 graus. A pirólise, sem oxigénio, permite reter de 20% a 50% do carbono presente nestes materiais.

Potencial

Um dos maiores defensores dessa idéia é o pesquisador Johannes Lehmann, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Ele e seus colaboradores estudaram solos agrícolas de civilizações anteriores e perceberam o imenso potencial dessa “terra preta” para seqüestrar carbono e fertilizar a terra ameaçada pela desertificação.

Na região amazônica Lehmann percebeu que os teores mais altos de matéria orgânica encontrados em alguns locais eram resultado da deposição por centenas ou até milhares de anos de restos vegetais carbonizados, assim como de restos de comida e ossos - o que conferiu aos solos características químicas, físicas e biológicas que os tornam desejáveis do ponto de vista agrícola.

O pesquisador propõe que resíduos de plantas ou plantações voltadas para bioenergia sejam transformados em biochar como uma maneira de estocar carbono. O carvão resultante do processo ainda pode ser queimado para se produzir energia, mas essa prática, diferentemente do enterro do material no solo, não armazena carbono.

Lehmann e seu colega John Gaunt calcularam que o estoque de biochar no solo produz 30% menos energia do que a sua queima, mas evita emissão de CO2 em duas a cinco vezes. A quantidade de carbono poupada com armazenamento de carvão é muito maior do que a que se poderia poupar ao usar o biochar como um substituto para os combustíveis fósseis, explica Lehmann.

“Um consenso geral é de que mesmo que se invista e utilize a maior proporção possível de biomassa para produção de energia, as nossas necessidades energéticas nunca serão supridas. Então, o que a bioenergia pode fazer com a opção do biochar é reduzir emissões e representar carbono fora da atmosfera”, avalia.

Mais estudo

Autores de um artigo publicado na última semana na revista Science descobriram que o carvão pode desencadear atividade microbiana quando misturado a outros componentes do solo - aumentando a liberação de carbono do húmus e compensando benefícios potencias da técnica.


O pesquisador da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas, David Wardle, e seus colegas, colocaram pacotes contendo carvão e húmus (meio a meio) em três locais diferentes de uma floresta da Suécia e deixaram o experimento lá por dez anos. Depois desse período, a quantidade de carbono e massa perdidos foi maior nos pacotes que continham a mistura (23%) do que naqueles com componentes individuais (15%).

O carvão possui uma grande área de superfície e absorve bem as moléculas orgânicas, criando um ambiente que acelera degradação do húmus por microorganismos, explica Wardle. “Eu não discordo que o carvão possa ter um grande potencial, mas precisamos reconhecer que ele não fica apenas lá parado”.

“Será muito importante olhar para as implicações do ciclo natural do carbono negro e para o avanço da adição do biochar ao solo como meios de seqüestro de carbono”, afirma Lehmann. No entanto, ele diz que não vê nenhuma evidência que possa alarmá-lo mais do que a idéia de colocar biochar no solo para aumentar a captura de carbono pelo solo. Ele observa ainda que o ambiente da floresta boreal na Suécia possui uma camada mais rica em matéria orgânica para as bactérias se alimentarem do que os solos de agricultura – onde o biochar provavelmente seria acrescentado.





terça-feira, 10 de maio de 2011

PROJETO “Câmara nas Escolas” - São Sebastião

Artigo do Vereador PH - São Sebastião




Em 2010 elaborei o projeto “Câmara nas Escolas” que visa levar aos estudantes os conhecimentos básicos sobre o funcionamento dos municípios, estados e a federação, bem como detalhar as atribuições dos vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores e presidente da república. Pensando na formação de cidadãos conscientes, é que existe a necessidade de inserir a educação ambiental no ambiente escolar, de maneira que todos se mobilizem de forma efetiva para a melhoria da qualidade de vida.Diante dos problemas ambientais do mundo, é muito importante que as novas gerações possam ter em seus currículos escolares a dimensão ambiental porque a escola é um lugar ideal para que esse processo aconteça.



Eu, particularmente, defendo a idéia de que Educação Ambiental no âmbito escolar deve ser tratada como científica, ou seja, deve ser uma disciplina que atue separadamente de outras, pois hoje é tida como um tema transversal e que muitas vezes se torna esquecido, devido ao fato de os estudantes ficarem presos aos conteúdos que lhes são estabelecidos e que na maioria das vezes são tão extensos que o mesmo não consegue concluí-los até o fim do ano letivo, e muitos professores não se sentem na obrigação da aplicação de um tema transversal, embora este seja de extrema importância.



A educação ambiental ganhou notoriedade com a promulgação da Lei 9.795, de 27 de abril de 1999, que instituiu uma Política Nacional de Educação Ambiental e, por meio dela, foi estabelecida a obrigatoriedade da Educação Ambiental em todos os níveis do ensino formal da educação brasileira. A lei 9.765/99 precisa ser mencionada como um marco importante da história da educação ambiental no Brasil, porque ela resultou de um longo processo de interlocução entre ambientalistas, educadores e governos.



A escola é um espaço privilegiado para estabelecer conexões e informações, como uma das possibilidades para criar condições e alternativas que estimulem os alunos a terem concepções e posturas cidadãs, cientes de suas responsabilidades e, principalmente, perceberem-se como integrantes do meio ambiente. A educação formal continua sendo um espaço importante para o desenvolvimento de valores e atitudes comprometidas com a sustentabilidade ecológica e social.



Somente desta maneira é que se torna possível acreditar na possibilidade de mudar condutas e valores e, assim, formar pessoas que, através da disseminação de suas convicções, trabalharão por uma nova maneira de relacionar-se com o mundo e seus recursos naturais e também com as outras pessoas.Sendo assim, enfrentamos um momento de mudança de paradigma com relação à concepção de uso de recursos naturais e convivência com o meio ambiente. A crise que vivenciamos pode ser considerada como uma crise de valores, o que tem gerado problemas sociais e ambientais das mais variadas proporções.



A Educação Ambiental tem assumido nos últimos anos o grande desafio de garantir a construção de uma sociedade sustentável, em que se promovam, na relação com o planeta e seus recursos, valores éticos como cooperação, solidariedade, generosidade, tolerância, dignidade e respeito à diversidade.



Afinal de contas, a Educação Ambiental é conteúdo e aprendizado, é motivo e motivação, é parâmetro e norma. Vai além dos conteúdos pedagógicos, interage com o ser humano de forma que a troca seja uma produção de conceitos e conhecimento positiva para ambos. Educadores ambientais são pessoas apaixonadas pelo que fazem. E, para que o respeito seja o primeiro sentimento motivador das ações, é preciso que a escola mude suas regras para se fazer educação ambiental de uma forma mais humana.



Além disso, a Educação Ambiental caracteriza-se por adotar a gestão ambiental como princípio educativo do currículo e por centrar-se na idéia da participação dos indivíduos na gestão dos seus respectivos lugares: seja a escola, a rua, o bairro, a cidade, enfim, o lugar das relações que mantém no seu cotidiano. Entendemos que o papel principal da educação ambiental é contribuir para que as pessoas adotem uma nova postura com relação ao seu próprio lugar. Assim fica a dica para que a Secretaria Municipal de Educação, promova a Educação Ambiental como conteúdo fundamental para a formação de nossas crianças.



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Casa usa energia gerada por fotossíntese

fonte: ecoplanet4

Atualmente duas formas de geração de energia estão passando por problemas: hidrelétrica em Belo Monte, com a escolha infeliz do local para ser construída e a nuclear, com as explosões no Japão. Energia solar e eólica já existem e precisam ser mais utilizadas. Mas aí, quando isso acontecer, qual será a matriz energética “do futuro”? A energia por fotossíntese é uma grande candidata a esse posto.


O projeto, criado pela Universidade de Cambridge (Reino Unido), mostra uma casa com a energia proveniente de algas geneticamente modificadas.


Com o nome “Casa Das Algas” a construção leva uma série de tubos que abrigam as algas, destituídas de enxofre, que produzem o hidrogênio que vai se transformar na energia consumida pela casa. Para o processo ocorrer sem anormalidades, os pesquisadores perceberam que a intensidade da luz dentro dos tubos deveria mudar de acordo com o clima da região: Mais intenso durante o inverno e mais ameno durante o verão.



Os pesquisadores garantem que a casa gera energia para duas pessoas com todos os produtos modernos (computador, microondas, TV, etc) ligados.



Geração de EnergiaEmpresa projeta geradores de energia eólica para áreas urbanas


Foto: Divulgação (fonte ecoplanet4).

Grandes, as turbinas eólicas de larga escala são bem potentes e podem gerar grande quantidade de energia, mas também requerem grandes investimentos em infraestrutura. Mas, e se pudéssemos aproveitar o poder do vento em locais próximos das cidades sem causar alguma obstrução na paisagem?


A ideia é da NL Architects e o objetivo é explorar a “domesticação” do vento com as Powers Flowers – espécies de turbinas dispostas em formato de árvores.


Esses pequenos e quase inaudíveis geradores de vento poderiam ser colocados em qualquer cidade com poucos edifícios e ainda serviriam como esculturas artísticas, já que possuem um visual agradável.



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Volvo Construction Equipment - O formato daquilo que está por vir




fonte:http://www.volvo.com/

Satisfazendo as demandas futuras com a tecnologia do amanhã
Para liderar a indústria com qualidade, segurança e cuidados com o meio ambiente, o equipamento que a Volvo CE concebe e fabrica deve ser de ponta, em termos tecnológicos.

Este site observa o trabalho de um grupo de desenhistas industriais que buscam o design ideal para a escavadeira da Volvo Construction Equipment, lá pelo ano de 2020.

Com os valores corporativos na essência da filosofia de design, o resultado final - a escavadeira SfinX - é um marco do avanço do pensamento tecnológico da Volvo e também mostra a direção para onde a empresa quer ir, na sua busca por excelência do produto e intimidade do cliente.


Veja o vídeo e experimente o conceito da escavadeira ou faça o download da brochura para maiores informações.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Os Resíduos Sólidos, o problema é nosso.

Por Paulo Henrique Ribeiro Santana - PH, Vereador.

fonte: http://www.radiosaoseba.com.br/




O tratamento dado aos resíduos sólidos no Brasil não pode ser bem avaliado a partir da própria dificuldade em obter informações confiáveis e detalhadas sobre o tema. Os dados existentes sobre o assunto são escassos, falhos e conflitantes, a começar das estimativas sobre a quantidade de resíduos gerados.

A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – CETESB calculou que a geração de resíduos sólidos municipais, em 1994, era de 59 mil toneladas por dia, com base na geração média por habitante, estimada em 0,5kg/hab/dia, e na população efetivamente atendida pela coleta de lixo. Os dados obtidos são, portanto, uma subestimativa do lixo efetivamente gerado pela população brasileira.

Quanto ao lixo hospitalar, o recolhimento era efetuado em apenas 2.442 Municípios brasileiros. Do total coletado, 45% do lixo não tinha coleta especial, sendo misturado ao lixo comum, 42,3% era despejado em vazadouros a céu aberto, 6% jogado em aterros, e só 0,4% era disposto em aterros de resíduos especiais. O lixo industrial, por sua vez, era coletado em 1.505 Municípios dos 4.425 pesquisados. Desse total, 66% não tinham coleta especial e os resíduos industriais eram misturados ao lixo comum, depositados em vazadouros ou “lixões” a céu aberto. Há estimativas que apontam para a existência de 12.000 lixões a céu aberto espalhados pelo País.

Os dados sobre a composição do lixo também são parcos. Segundo a Prefeitura de São José dos Campos, o lixo doméstico produzido naquele Município é composto por 65% de matéria orgânica, 27% de material reciclável (papel, vidro, metal, plástico e resíduos da construção civil) e 8% de resíduos não recicláveis, incluindo os provenientes das unidades de serviços de saúde. Embora a cidade possua um programa de coleta seletiva e reciclagem, não há informações sobre suas respectivas quantidades.

A coleta seletiva é realizada em apenas 135 Municípios brasileiros, a maior parte dos quais situa-se nas regiões Sudeste e Sul, segundo o Compromisso Empresarial para a Reciclagem – CEMPRE. A reciclagem é outro aspecto sobre o qual há poucas informações e, ainda assim, as mesmas merecem ser analisadas com muita cautela.
Segundo o Prof. João Tinoco, consultor da Organização Mundial de Saúde, menos de 3% do lixo passa por processos de compostagem e apenas 2% é reciclado. A grave situação quanto ao tratamento dos resíduos sólidos no Brasil é resultado, por um lado, da falta de recursos destinados ao setor, bem como do despreparo e desinteresse das administrações municipais, e, por outro, da falta de cobrança por parte do Ministério Público e da sociedade como um todo.
Os recursos arrecadados com a cobrança de limpeza urbana, na maior parte dos casos, são insuficientes para as despesas. Muitos Municípios sequer cobram essa taxa. Aliás, convém mencionar que tramitam na Justiça diversas ações questionando a constitucionalidade de tal cobrança. Como o serviço não seria divisível, teria que ser custeado por impostos em geral e não por taxa. A disposição dos resíduos sólidos poderia estar em outra situação se fosse exigido o cumprimento mínimo da legislação ambiental vigente.

Mesmo considerando ser eminentemente municipal a competência para o tratamento do lixo, a legislação ressente-se de uma política nacional de resíduos sólidos, bem como de normas gerais e de âmbito nacional, visando não apenas o correto gerenciamento dos resíduos, mas, principalmente, a redução da sua geração. Isso requer o estabelecimento de mecanismos que extrapolam as competências municipais e estaduais, como, por exemplo, a atribuição de responsabilidades aos fabricantes pelo ciclo total do produto, incluindo a obrigação de recolhimento após o uso pelo consumidor, ou tributação diferenciada por tipo de produto.


No entanto seria importante que o município iniciasse a discussão sobre o Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, pois em futuro próximo, não poderemos mais “exportar” os nossos resíduos, fica aí a dica para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.



quarta-feira, 23 de março de 2011

Brasil precisa investir R$ 22 bilhões até 2015 para garantir abastecimento de água

fonte:
Ascom/ANA

Créditos: Ricardo Zig Koch Cavalcanti/Banco de Imagens ANAEstação de Tratamento de Água (ETA)Dos 5.565 municípios brasileiros, 55% poderão ter déficit no abastecimento de água. Desses, 84% necessitam de investimentos para adequação de seus sistemas produtores e 16% precisam de novos mananciais.

foto: autor desconhecido

Levantamento inédito em todo o País coordenado pela Agência Nacional de Águas, o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água reúne informações detalhadas sobre a situação dos 5.565 municípios brasileiros com relação às demandas urbanas, à disponibilidade hídrica dos mananciais, à capacidade dos sistemas de produção de água e dos serviços de coleta e tratamento de esgotos.



O Atlas revela que 3.059, ou 55% dos municípios, que respondem por 73% da demanda por água do País, precisam de investimentos prioritários que totalizam R$ 22,2 bilhões. As obras nos mananciais e nos sistemas de produção são fundamentais para evitar déficit no fornecimento de água nas localidades indicadas, que em 2025 vão concentrar 139 milhões de habitantes, ou seja, 72% da população. Concluídas até 2015, as obras podem garantir o abastecimento até 2025.



O Atlas Brasil consolida o planejamento da oferta de água em todo o País a partir do diagnóstico dos mananciais e da infraestrutura hídrica existente (sistemas de captação de água, elevatórias, adutoras e estações de tratamento) e da identificação das melhores alternativas técnicas. É o resultado do trabalho feito em articulação com órgãos do governo federal, estaduais e municipais.



O Norte e o Nordeste possuem, relativamente, as maiores necessidades de investimentos em sistemas produtores de água (mais de 59% das sedes urbanas). Chama a atenção a precariedade dos pequenos sistemas de abastecimento de água do Norte, a escassez hídrica no Semiárido e a baixa disponibilidade de água das bacias hidrográficas litorâneas do Nordeste. No Sudeste, os principais problemas decorrem da elevada concentração urbana e da complexidade dos sistemas produtores de abastecimento, que motivam, muitas vezes, disputas pelas mesmas fontes hídricas.



“O intenso trabalho que resultou no Atlas Brasil ajuda o país a identificar os gargalos e carências de várias regiões, os conflitos vivenciados nos grandes centros urbanos pelas mesmas fontes mananciais e a avaliar suas infraestruturas para atender adequadamente ao abastecimento público.



Cada um dos 5.565 municípios brasileiros, um a um, foi avaliado. Dessa forma, é uma ferramenta indispensável para a tomada de decisões e para a racionalização de investimentos em todo o País.”, disse a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira. “O que estamos propondo é a ação articulada e integrada entre União, Estados e Municípios, e entre os setores de recursos hídricos e de saneamento, para o sucesso das alternativas, das quais dependem, em grande parte, a sustentabilidade urbana, econômica e ambiental das cidades, grandes e pequenas. A experiência adquirida na construção do Atlas Brasil de Abastecimento Urbano de Água leva-nos a pensar em propostas ainda mais ousadas, como um Atlas da Universalização do Abastecimento de Água, atendendo também as comunidades isoladas dos nossos municípios, em sintonia com as diretrizes da Presidente Dilma Rousseff, de priorizar o combate à miséria extrema no Brasil”, completou a ministra.



INVESTIMENTOS



Juntos, Nordeste e Sudeste demandam 74% do total dos investimentos necessários, que equivalem a R$ 16,5 bilhões que seriam destinados a 2.076 municípios. Essas duas regiões requerem grande volume de investimentos devido ao maior número de aglomerados urbanos e por causa do Semiárido, que demanda grandes esforços para a garantia hídrica do abastecimento de água.



Do total dos recursos, 51% correspondem à adoção de novos mananciais (R$ 11,3 bilhões para 703 municípios), incluindo a conexão de atuais sistemas isolados a sistemas integrados, enquanto 49% restantes (R$ 10,9 bilhões) destinam-se à ampliação de sistemas de produção de água existentes (isolados ou integrados) para 2.356 sedes urbanas.



“O Atlas Brasil é estudo alicerçado na garantia de que as informações e propostas apresentadas são fruto de amplo consenso, alinhado entre representantes dos prestadores de serviços de abastecimento de água, órgãos de gestão dos recursos hídricos, Comitês e Agências de Bacias Hidrográficas, entre outras entidades municipais, estaduais e federais vinculadas aos setores de recursos hídricos e saneamento, que traz não apenas as soluções, mas formas de financiamento das obras propostas”, disse o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu.



ESGOTOS



A universalização dos serviços de saneamento é a meta básica de longo prazo a ser alcançada pelo País. O Atlas, porém, propõe a implantação de redes coletoras e Estações de Tratamento de Esgotos – ETE em municípios onde o lançamento de efluentes (esgotos sanitários) tem potencial para poluir mananciais de captação. Para isso, seriam necessários investimento adicionais de R$ 47,8 bilhões, sendo R$ 40,8 bilhões em sistemas de coleta e R$ 7 bilhões em tratamento de esgotos. Portanto, os investimentos necessários no longo prazo somariam R$ 70 bilhões, considerados os gastos de R$ 22, 2 bilhões para evitar déficit de abastecimento até 2015, e os R$ 47,8 bilhões necessários para manter a qualidade dos mananciais no futuro.



Os problemas associados à poluição hídrica são mais evidentes nos grandes aglomerados de municípios, devido à pressão das ocupações urbanas sobre os mananciais de abastecimento público. Os lançamentos de esgotos sem tratamento dos municípios localizados rio acima influenciam diretamente na qualidade das águas das captações rio abaixo.



PANORAMA REGIONAL



Norte: A região requer investimentos de R$ 1,9 bilhão. Amazonas e Pará concentram 77% dos investimentos do Norte (R$ 1,5 bilhão), destinados a 167 sedes urbanas. A opção de aproveitar as fontes de elevada disponibilidade hídrica foi predominantemente adotada nos grandes centros, como nos casos de Belém e Manaus, onde estão previstos R$ 756,7 milhões em recursos (39% do montante para toda a região). Cerca de R$ 1,4 bilhão estão voltados à ampliação de sistemas produtores abastecidos por fontes hídricas superficiais em 76 cidades, distribuídas predominantemente no Pará (sul do estado e eixo do rio Tapajós), Amazonas (Alto Rio Negro e região metropolitana de Manaus) e norte do Tocantins. Nas cidades de pequeno e médio portes, prevalecem as soluções baseadas na exploração de águas subterrâneas (poços rasos ou profundos), onde as restrições de acessibilidade são preponderantes na escolha de alternativas simplificadas, que não onerem ou inviabilizem a produção de água em localidades isoladas. Acesse aqui as informações sobre os estados do Norte.



Nordeste: São previstos aportes de R$ 9,1 bilhões (mais de 40% dos recursos do ATLAS), para 1.344 municípios. Mais da metade dos investimentos se concentra na Bahia e em Pernambuco (R$ 5 bilhões). Do total, R$ 3,4 bilhões destinam-se a ampliações de sistemas produtores em 919 sedes urbanas, entre os quais R$ 2,6 bilhões (para 424 cidades) correspondem a sistemas abastecidos por mananciais superficiais (prevalentes nos eixos do rio São Francisco e do litoral nordestino, norte de Alagoas, oeste da Bahia e em todo o Ceará) e R$ 777,4 milhões para novos poços, distribuídos especialmente na região nordeste da Bahia, interior e litoral norte do Maranhão e centro-norte do Piauí. Acesse aqui as informações sobre os estados do Nordeste.



Semiárido: Para essa região, área com maior escassez de água do Brasil, formada por oito Estados nordestinos e pelo Norte de Minas Gerais, os investimentos previstos totalizam R$ 6,4 bilhões (29% do total previsto para o País), com destaque para Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, que reúnem a maior parcela dos recursos (24%). Dos 1.133 municípios que compõem a região, 826 sedes requerem investimentos para ampliar a oferta de água, predominantemente na conexão a sistemas integrados projetados ou com obras em andamento (R$ 3,6 bilhões para 218 das sedes).



Centro-Oeste: A região requer investimentos de R$ 1,7 bilhão. O Distrito Federal, que abrange 30 regiões administrativas, e Goiás concentram o maior volume de investimentos, totalizando R$ 1,5 bilhão (85% dos recursos de toda a região). No Centro-Oeste predominam os investimentos na ampliação de sistemas produtores, representando 57% dos recursos (R$ 976,3 milhões para 161 municípios). Desse universo, R$ 55,4 milhões destinam-se a novos poços para 76 sedes urbanas concentradas, em grande parte, nos eixos centro-sul e leste do Mato Grosso do Sul e em todo o interior de Goiás. Os demais R$ 920,9 milhões, associados a ampliações de sistemas abastecidos por mananciais superficiais, referem-se ao atendimento de 85 sedes localizadas, predominantemente, no norte de Mato Grosso e Goiás e na região metropolitana de Goiânia. Exatos 42% dos investimentos do Centro-Oeste vinculam-se à adoção de novos mananciais (R$ 713,4 milhões para 44 cidades), com destaque para os novos mananciais previstos para o Distrito Federal, incluindo os aproveitamentos no lago Paranoá e na barragem de Corumbá IV. Acesse aqui as informações sobre os estados do Centro-Oeste.



Sudeste: São necessários investimentos totais de R$ 7,4 bilhões para o Sudeste, sendo que 87% dos investimentos estão concentrados em 274 municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde também se reúne o maior número de projetos existentes. Mais da metade dos recursos (R$ 4 bilhões) destina-se à adoção de novos mananciais para 111 sedes urbanas, distribuídas principalmente no interior de São Paulo, sul e oeste de Minas Gerais e na região metropolitana de São Paulo. Os demais R$ 3,4 bilhões (46% do total da região) correspondem a ampliações de sistemas produtores, abastecidos por poços (R$ 256,5 milhões para 232 sedes concentradas no oeste paulista e sudeste mineiro) ou por mananciais superficiais (R$ 3,2 bilhões para 384 sedes distribuídas em todos os estados do Sudeste, incluindo o interior e a região metropolitana do Rio de Janeiro). Verifica-se forte interdependência dos mananciais que abastecem, conjuntamente, as regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas e, de outro lado, a região metropolitana do Rio de Janeiro, pondo em evidência o papel estratégico das bacias do Alto Tietê; Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ); e Paraíba do Sul no atendimento simultâneo de todas as regiões. Acesse aqui as informações sobre os estados do Sudeste.



Sul: A região totaliza R$ 2 bilhões em investimentos distribuídos em 483 sedes urbanas (16% do universo dos municípios que requerem investimentos). A maior parte dos recursos (R$ 1,7 bilhão ou 85% do total) destina-se à ampliação de sistemas produtores, sendo R$ 835,6 milhões aplicáveis à exploração de mananciais subterrâneos para atendimento a 276 municípios, geralmente de pequeno porte distribuídos na região oeste dos três estados do Sul e coincidentes com as formações vulcânicas e do aquífero Guarani. Os investimentos em adequações de sistemas produtores associados a captações superficiais (R$ 875,8 milhões para 162 sedes urbanas) predominam na região centro-sul do Paraná, norte de Santa Catarina e no oeste do Rio Grande do Sul (em parte da bacia do Rio Uruguai). Para a adoção de novos mananciais foram previstos R$ 299,8 milhões, correspondentes a 38 sedes distribuídas, principalmente, pelo interior do Paraná. Acesse aqui as informações sobre os estados do Sul.



Regiões metropolitanas: Quase todos os principais aglomerados urbanos (incluídas as capitais e as regiões metropolitanas com população superior a 1 milhão de habitantes) necessitam de investimentos para a ampliação da oferta de água, incluindo o aproveitamento de novos mananciais ou a adequação dos sistemas produtores. Os R$ 9,6 bilhões previstos para essas regiões (43% do total para o País) beneficiarão 256 sedes municipais, onde se concentra quase a metade de toda a população urbana brasileira. Exatos 89% desses investimentos estão associados às concessionárias estaduais de saneamento. Essas regiões precisam buscar mananciais cada vez mais distantes e há crescente complexidade da infraestrutura hídrica. As ampliações dos sistemas produtores somam R$ 5,3 bilhões em investimentos, abrangendo as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre, Florianópolis, São Luís, Salvador, Aracaju, Goiânia, Belém, Macapá e Manaus, além da região integrada de desenvolvimento econômico de Teresina e das seguintes capitais: Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Cuiabá (MT), cujos aglomerados urbanos reunirão, em 2025, cerca de 47 milhões de habitantes em 189 sedes municipais.



Para acessar o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, visite: www.ana.gov.br/atlas



PRINCIPAIS CONCEITOS:



As soluções propostas pelo ATLAS visam: 1) ampliar ou adequar o sistema de produção de água; 2) adotar novo manancial, conforme o diagnóstico de cada sistema.



O sistema de produção de água compreende a captação da água em rio ou poço, a elevação através de bombas até a Estação de Tratamento de água ou Reservatório, a condução da água por meio de adutoras e o tratamento da água para torná-la potável.



A adoção de novo manancial se dá quando, após a verificação através de estudos hidrológicos, constata-se que a quantidade de água em período de estiagem é ou será insuficiente para atender a demanda atual ou futura de água.



Entende-se por sistema isolado, o sistema de abastecimento que atende a uma sede municipal somente. Assim também, convencionou-se chamar sistema integrado àquele sistema de abastecimento de água que abastece 2 (dois) ou mais municípios.



Investimentos para implantação das obras de abastecimento de água

Ascom/ANA

quinta-feira, 17 de março de 2011

http://www.acaoprotecao.com.br/

terça-feira, 8 de março de 2011

8 Março Dia Internacional da Mulher.

Mulher, uma intensa magia - Poetas e Poetisas

Mulher
...
Não sei que intensa magia, teu corpo irradia
Que me deixa louco assim, mulher
Não sei, teus olhos castanhos, profundos, estranhos
Que mistério oculta....rão, mulher. Não sei dizer
Mulher, só sei que sem alma
Roubaste-me a calma e aos teus pés eu fico a implorar

O teu amor tem um gosto amargo e eu fico sempre a chorar nesta dor
Não sei que intensa magia, teu corpo irradia
Que me deixa louco assim, mulher
Não sei, teus olhos castanhos, profundos, estranhos
Que mistério oculta....rão, mulher
Não sei dizer
Mulher, só sei que sem alma
Roubaste-me a calma e

Não sei que intensa magia, teu corpo irradia
Que me deixa louco assim, mulher
Não sei, teus olhos castanhos, profundos, estranhos
Que mistério oculta....rão, mulher
Não sei dizer
Mulher, só sei que sem alma
Roubaste-me a fico sempre a chorar nesta dor

(Custódio Mesquita; Sadi Cabral)


Parabens pelo seu dia Mulher.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Autorizado desmatamento para duplicação da BR-408

Fonte:http://jc3.uol.com.br/

A duplicação da BR-408, mesmo com seu licenciamento ambiental sob investigação pelo Ministério Público de Pernambuco, teve mais uma etapa vencida esta semana. Lei estadual que autoriza o corte de 1,99 hectare de mata atlântica para a execução da obra foi publicada na quarta-feira, dia 16, no Diário Oficial do Estado.
A lei, de número 13.960, é assinada pelo governador Eduardo Campos e localiza o desmatamento nos entroncamentos da BR-408 com a BR-232 e com a PE-005 (Bicopeba). A BR-408 tem 41,8 quilômetros e atravessa os municípios de Jaboatão dos Guararapes, São Lourenço da Mata, Paudalho e Carpina.
Desde 1995, com a Lei da Política Florestal de Pernambuco (nº 11.206/95), o governo do Estado, respaldado pela Assembleia Legislativa, já autorizou a supressão de quase 2 mil hectares de vegetação nativa. Abaixo, relatório de impacto ambiental da duplicação da BR-408 (0clique em FULL, na barra de ferramentas,  para visualizar o documento e ESC para retornar ao blog).

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ALGUNS IMPACTOS AMBIENTAIS NEGATIVOS DECORRENTES DA ATIVIDADE TURÍSTICA
Autor: Alessandra Teixeira

O turismo mal planejado, desordenado e predatório pode comprometer as localidades onde é praticado, de diversas formas, causando, entre outros impactos negativos:

poluição atmosférica, aquática, sonora, visual destruição de espécies animais e vegetais nativas comprometimento no abastecimento de água, energia elétrica e outros recursos, esgotamento da capacidade de carga dos atrativos naturais

As empresas que têm operado de forma amadorística no setor de viagens, transporte, hospitalidade e entretenimento, têm contribuído significativamente para a degradação ambiental em diversos núcleos turísticos receptores. Exemplo disto são as várias situações em que pólos turísticos chegam até mesmo a serem interditados em períodos de alta temporada, devido à uma demanda excessiva de turistas que a infra-estrutura da região é incapaz de absorver e suportar. Isto é muito comum nas áreas costeiras, principalmente nos meses de férias escolares e feriados prolongados como o carnaval.
Em uma avaliação feita por Lima no arquipélago de Fernando de Noronha, acerca dos conflitos entre a demanda turística e os objetivos de conservação da natureza, a autora destaca os seguintes impactos sócio-ambientais negativos:

- ultrapassagem da capacidade de suporte da ilha devido à limitações naturais e de infra-estrutura
- aculturação
- aumento do consumo de drogas e da prostituição
- aumento da quantidade de lixo e esgoto
- aumento da demanda por água, acarretando colapsos em períodos de alta estação
- erosão do solo
- assoreamento do manguezal e descaracterização da paisagem

O TURISMO ECOLÓGICO E A SUSTENTABILIDADE

Um estudo realizado por Figueiredo no município de Soure (AM) levantou diversas consequências sócio-culturais e ambientais negativas, decorrentes da exploração turística, dentre as quais destacamos :

- criação de um turismo exótico ( submodalidade do turismo ecológico), que consiste em explorar aspectos da miséria regional para turistas estrangeiros admirarem
- o carimbó, dança típica da região, que antes era um lazer espontâneo do caboclo, hoje é um espetáculo vendido para os turistas ( mercantilização cultural )
- o artesanato local, inspirado em utensílios indígenas, já não é mais tão difundido na região
- ausência de participação popular nas decisões

De acordo com o código de ética difundido pela OMT (Organização Mundial do Turismo), os empreendedores do setor de turismo, bem como os funcionários da atividade e os turistas, devem observar as condições naturais do ambiente, bem como as tradições culturais e sociais e as práticas de todas as populações nativas, incluindo as minorias e os grupos indígenas, assim como o reconhecimento do valor destes. Neste contexto, a atividade turística deve ser conduzida em harmonia com a natureza e com os atributos e tradições dos núcleos turísticos receptores e em respeito com suas leis, práticas e costumes.

O TURISMO, O MODELO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A AGENDA 21

Segundo Swarbrooke 1, um dois primeiros artigos a adotar o termo desenvolvimento sustentável, foi o World Conservation Strategy , publicado pela International Union for the Conservation of Nature and Natural Resources, em 1980. Ainda na mesma década, em 1987, fui publicado, pela World Comission on Environment and Development, o relatório " Nosso Futuro Comum ", também chamado de Relatório Brundtland e onde está expressa a idéia de que o desenvolvimento econômico tinha de ocorrer de um modo mais socialmente justo e ambientalmente responsável.

Posteriormente, o modelo de Desenvolvimento Sustentável foi amplamente debatido durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, sediada no Rio de Janeiro em 1992 ( ECO-92 ). Depois desse evento, algumas mudanças ocorreram no sentido de orientar as empresas que lidam direta ou indiretamente com o meio ambiente, quanto à adoção de práticas eco-sustentáveis. Um exemplo disto foi a publicação, logo após a conferência da ECO-92, da Agenda 21, que constitui o principal referencial para Governos e Iniciativa Privada no que tange ao desenvolvimento econômico em bases sustentáveis. A Agenda 21 é dividida em quatro seções, sendo que cada seção contém vários capítulos, que fornecem diretrizes para a tomada de ações em relação à diversas questões tais como : proteção da atmosfera, combate ao desflorestamento, manejo de ecossistemas frágeis, conservação da diversidade biológica, entre outros. Além disso, a agenda também abarca alguns princípios pelos quais as Nações devem se orientar como o : princípio poluidor- pagador ( PPP ), o princípio da precaução e o princípio das responsabilidades comuns, porém, distintas, entre países em vias de desenvolvimento e países desenvolvidos.

Em relação ao turismo, a Agenda 21 traz no capítulo 9, seção II, duas considerações que se relacionam diretamente com a atividade. A primeira diz respeito à energia, fator-chave para o desenvolvimento de qualquer setor. Segundo a agenda, " as formais atuais de produção, transmissão, distribuição e consumo de energia não podem atender às necessidades crescentes de modo sustentável, sendo que o uso da mesma deve respeitar a atmosfera, a saúde humana e o meio ambiente como um todo. Neste contexto, maior ênfase deve ser dada à utilização de fontes novas e renováveis de energia. "

A indústria da hospitalidade é uma grande consumidora de energia e por isso, devem ser incluídas, no planejamento turístico para determinada localidade, soluções alternativas que visem à racionalizar o consumo de energia. A Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, vem desenvolvendo diversas pesquisas e programas voltados para a redução no consumo de energia por parte dos hotéis/motéis, restaurantes e outros equipamentos que compõem a infra-estrutura das atividades de lazer e turismo no local. No último trabalho desenvolvido pela universidade, conseguiu-se uma redução de 23 % no consumo de energia por parte dos hotéis e motéis que participaram do programa. Muitos estabelecimentos estão substituindo o ar condicionado por ventiladores de teto e implantando, entre outras coisas, sistema de aquecimento solar. Segundo os dados divulgados pelo Florida Energy Extension Service, que há quatorze anos vem desenvolvendo trabalhos nessa área, uma melhoria de apenas 1% no aproveitamento de energia, pode economizar cinco mil dólares para o estabelecimento. Além dos hotéis, estão sendo implantados outros programas semelhantes em restaurantes, que abrangem ainda a saúde dos trabalhadores e o treinamento destes para serem mais conscientes em termos de consumo de energia e preservação do meio ambiente.
Sabemos, que o deslocamento turístico implica na utilização de sistemas de transporte e o transporte de superfície, em especial, é um grande poluidor da natureza, posto que emite o dióxido de carbono para o ar, um dos gases componentes do CFC´s (clorofluorcabonetos - responsáveis pela destruição da camada de ozônio que protege a terra contra os raios solares nocivos). Com a destruição desta camada de ozônio surge o chamado Efeito Estufa, que está entre os problemas ambientais mais graves, representando uma ameaça à manutenção do equilíbrio ecológico necessário à sobrevivência das diversas formas de vida existentes no planeta. O Efeito Estufa é responsável pelo aquecimento global e, de acordo com a previsão dos cientistas, caso a utilização do CFC´s não seja banida, ou pelo menos, reduzida, daqui a algumas décadas, a temperatura na terra terá se elevado cerca de 3 º C a 4º C. Este índice parece irrelevante na ótica numérica, mas na ótica ambiental seria o suficiente para condenar cidades como : Nova York, Veneza e Rio de Janeiro ao desaparecimento devido ao aumento do nível do mar. Percebemos assim, que o turismo nestas regiões estaria totalmente comprometido, além da ameaça que isto representaria para as comunidades que vivem nestes locais. Além do problema do aumento do nível do mar, existem outros, de natureza igualmente grave, relacionados ao Efeito Estufa, que podem impactar negativamente a atividade turística. Segundo considerações feitas por estudiosos, em um Congreso Internacional de Geografia e Planejamento Turístico: "O aquecimento global também pode afetar negativamente o turismo de montanha, já que as precipitações sólidas diminuiriam ou seriam substituídas por chuvas. Com a desaparição dos campos de neve, os materiais rochosos ficariam expostos nas vertentes, dando origem à novas áreas de risco de escorregamentos."

Assim propomos que comecem a ser analisadas micro-estratégias que possam, em conjunto, contribuir para o alcance da sustentabilidade como um todo. Apesar disso , não acreditamos que o desenvolvimento sustentável possa ser atingido em todos os seus aspectos : econômico, sócio-cultural e ambiental, pois os interesses de cada um destes componentes não convergem para um ponto comum.
CONSIDERAÇÔES FINAIS

Proposições do tema
Antes de finalizarmos essa discussão, gostaríamos de prôpror outros debates que incluam as seguintes questões relacionadas à sustentabilidade da atividade turística :

- Qual é o real significado do turismo sustentável ? O que deve ser considerado sustentável :

para o meio ambiente
para a economia
para a população residente
para os empresários do setor
para os turistas
- Até que ponto a sustentabilidade no turismo está ao alcance dos que atuam no setor ?

- Qual o papel das autoridades públicas e iniciativa privada neste processo ? O que cada agente do turismo pode fazer como contribuição ao desenvolvimento sustentável da atividade e, como fazer ? Com que recursos ?

- Até que ponto o desenvolvimento sustentável no turismo, independe da sustentabilidade de outros setores ?

- Como conciliar econômico, social e ambiental ?

- Como motivar os empreendedores do setor de turismo a serem socialmente e ambientalmente responsáveis ? Que subsídios oferecer ?

- Como fazer com que os empresários ofereçam a seus funcionários um salário mais sustentável, que dê para o indivíduo prover o seu sustento, tendo em vista a alta carga tributária imposta às empresas ?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2011, oficialmente, o Ano Internacional das Florestas,

Manaus - Depois de 2010 ter sido dedicado à biodiversidade, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2011, oficialmente, o Ano Internacional das Florestas, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a preservação para uma vida sustentável no planeta.

Elas cobrem 31% da área terrestre total do planeta, abrigam o lar de 300 milhões de pessoas em todo o mundo e têm responsabilidade direta quando o assunto é a garantia da sobrevivência de 1,6 bilhão de pessoas e de 80% da biodiversidade da Terra. É das florestas de quem estamos falando.
Sob o tema Florestas para o Povo, a iniciativa mundial inclui a promoção de ações que incentivem a conservação e a gestão sustentável de todos os tipos de floresta do planeta, além de mostrar à população mundial que a exploração das matas sem um manejo sustentável pode causar uma série de prejuízos, como a perda da biodiversidade, o agravamento das mudanças climáticas, migrações desordenadas para áreas urbanas e o crescimento da caça e do desmatamento ilegal.
Só em 2004, o comércio mundial de produtos florestais movimentou US$ 327 bilhões (algo em torno de R$ 588,8 bilhões), segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). A exploração predatória e o desrespeito ao ciclo de vida natural das florestas têm como consequência a ameaça da sustentabilidade econômica, das relações sociais e da vida humana no planeta, pois elas são a fonte de água potável e alimentos.
Por outro lado, fornecem também matérias-primas para indústrias essenciais como a farmacêutica e da construção civil, além de desempenhar um papel vital na manutenção da estabilidade do clima e do meio ambiente globais.
O Brasil abriga 60% dos aproximadamente 5,5 milhões de quilômetros quadrados da área total da Floresta Amazônica, a maior do planeta. Dentro do Brasil, ela se estende por nove Estados: Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Maranhão, Tocantins e parte do Mato Grosso, representando mais de 61% do território nacional.

fonte: http://www.d24am.com/amazonia/meio-ambiente/onu-declara-2011-o-ano-internacional-das-florestas/14072

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Ilhabela recebe primeira parada de navio da temporada 2010/2011



“Essa será a temporada mais longa da história, com paradas de outubro de 2010 a abril de 2011”
O navio MSC Armonia vai abrir a temporada de escalas de transatlânticos 2010/2011, a mais longa da história em Ilhabela. As paradas vão até abril do ano que vem. O transatlântico chega no arquipélago neste domingo (24/10), por volta de 8h.
A cidade se consolida cada vez mais como rota de navios transatlânticos. O atendimento dedicado aos turistas é todo especializado e envolve a Prefeitura de Ilhabela, com a organização da Secretaria de Turismo e Fomento, e a iniciativa privada, que constantemente promove cursos para atender os visitantes.
O receptivo este ano conta com 21 vans e 54 jipes, além de quatro agências que trabalham de forma independente. A temporada começa com 130 escalas já confirmadas, mas esse número pode subir. A primeira parada é do navio MSC Armonia, que deve passar outras 15 vezes pelo arquipélago.
Segundo a secretária de Turismo, Djane Vitoriano, já foram realizadas diversas reuniões de planejamento e os prestadores de serviços estão preparados para o início da temporada. “Os prestadores de serviço e o comércio estão aguardando ansiosos para o início desta temporada. Estão todos preparados e a cada ano se organizam mais”, ressalta a secretária.
O prefeito Toninho Colucci (PPS) aposta na temporada de cruzeiros para acabar com o turismo sazonal. “As paradas de navio contribuem para que o número de pessoas que conhecem Ilhabela aumente e os turistas acabam voltando com a família e amigos para conhecer melhor o lugar”, garante Colucci.
A cidade receberá os navios MSC Música, Grand Mistral, Grand Celebration, MSC Orchestra, MSC Lírica, AIDAcara, Costa Fortuna, Splendour of the Seas, CVC Empress, Costa Vitória, Vision of the Seas, Costa Serena, CVC Horizon, CVC Zenith, Horizon Grand Holiday. A expectativa é que com as paradas já confirmadas, a cidade receba cerca de 300 mil visitantes, que devem injetar mais de R$ 15 milhões na economia local.

Confira as paradas de outubro e novembro

24/10 – Domingo
8h – MSC Armonia
31/10 – Domingo
8h – MSC Armonia
8/11 – Segunda-feira
8h – MSC Armonia
14/11 – Domingo
8h – MSC Armonia
19/11 – Sexta-feira
8h – MSC Música
20/11 – Sábado
12h – Grand Mistral
22/11 – Segunda-feira
8h – MSC Armonia
24/11 – Quarta-feira
8h- Grand Mistral
10h- MSC Música
25/11 – Quinta-feira
10h – MSC Armonia
26/11 – Sexta-feira
8h – MSC Música
29/11 – Segunda-feira
8h – MSC Música
8h – Grand Celebration
30/11 – Terça-feira
10h – MSC Orchestra
FONTE – PREFEITURA MUNCIPAL DE ILHABELA
postado por www.jornaldoarquipelago.com.br

domingo, 17 de outubro de 2010

Aquecimento Global - Aumento da Temperatura do Ártico de até 9° C.

                  Especialistas preveem um aumento na temperatura do Ártico de até 9ºC durante o século XXI e o Pólo Norte pode ficar totalmente sem gelo no verão em apenas duas décadas. Um aquecimento de entre 3ºC e 5ºC já desencadearia mudanças bruscas nos ecossistemas da zona.
Estas são algumas das conclusões da equipe internacional que participou da primeira expedição no Ártico do chamado projeto Arctic Tipping Points (ATP, pontos de mudança no Ártico, em inglês), que constatou que uma massa de água quente proveniente do Atlântico invade grande parte do setor europeu do Oceano Glacial Ártico.

O aquecimento das águas árticas está provocando o derretimento rápido do gelo, assim como o deslocamento das espécies próprias da região para o norte.
Um dos objetivos principais da expedição, da qual participou o Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC, na sigla em espanhol), foi determinar a partir de que nível de aquecimento podem ocorrer mudanças bruscas no Ártico, uma área geográfica situada ao redor do Pólo Norte da Terra.

Ao retornar da expedição, os pesquisadores do CSIC calcularam que um nível de aquecimento de entre 3ºC e 5ºC, em comparação com as temperaturas de 1990, já produzem bruscas mudanças no Ártico.
A zona onde mais sobe o termômetro.
O Ártico é a região do planeta onde a temperatura está aumentando mais rápido, com uma taxa de aquecimento três vezes maior que a do resto do planeta. A previsão é de um aumento de até 9ºC durante o século XXI.
Segundo o pesquisador Carlos Duarte, chefe da equipe do CSIC no projeto, “os prognósticos que falavam de uma rápida fusão do gelo foram ultrapassados pelas observações”.
Durante os anos de 2007 e 2008, houve uma perda brusca de gelo no Oceano Glacial Ártico, que resultou em uma diminuição de mais ou menos a metade da superfície congelada que restava normalmente no final do verão.
“A espetacular aceleração da perda de gelo no Ártico nos últimos anos sugere que a mudança climática entrou em uma nova fase nesta região, com possíveis consequências globais”, segundo o especialista. “Os modelos atuais sugerem que o Oceano Glacial Ártico poderia ficar totalmente sem gelo no verão em duas décadas, ou talvez antes”, acrescenta Duarte.
A expedição, realizada a bordo da embarcação norueguesa “Jan Mayen”, foi a atividade inaugural do projeto ATP, financiado pela União Europeia (UE) e com a colaboração da Fundação BBVA.
O projeto, do qual participaram pesquisadores noruegueses, dinamarqueses, russos, poloneses, portugueses, franceses, britânicos, suecos e espanhóis, também pretende determinar o alcance da pressão humana nestas consequências, através da proliferação de atividades econômicas no Ártico, como o turismo, a pesca, a exploração petrolífera e o transporte marítimo.

“As regiões polares do planeta não são mais a última fronteira, mas são as trincheiras da luta contra a mudança climática”, conclui Duarte.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A CARTA DA TERRA

PREÂMBULO

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.



Terra, Nosso Lar

A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.



A Situação Global

Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.



Desafios Para o Futuro

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano.

Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos forjar soluções includentes.



Responsabilidade Universal

Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual a dimensão local e global estão ligadas. Cada um compartilha da responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida, e com humildade considerando em relação ao lugar que ocupa o ser humano na natureza.



Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos, e instituições transnacionais será guiada e avaliada.



PRINCÍPIOS

I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DA VIDA



1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.

a. Reconhecer que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.

b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.



2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.

a. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.

b. Assumir que o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder implica responsabilidade na promoção do bem comum.



3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.

a. Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada um a oportunidade de realizar seu pleno potencial.

b. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a consecução de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.



4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.

a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.

b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem, em longo prazo, a

prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra.



Para poder cumprir estes quatro amplos compromissos, é necessário:

II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA



5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.

a. Adotar planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável em todos os níveis que façam com que a conservação ambiental e a reabilitação sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.

b. Estabelecer e proteger as reservas com uma natureza viável e da biosfera, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.

c. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçadas.

d. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que causem dano às espécies nativas, ao meio ambiente, e prevenir a introdução desses organismos daninhos.

e. Manejar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam as taxas de regeneração e que protejam a sanidade dos ecossistemas.

f. Manejar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que diminuam a exaustão e não causem dano ambiental grave.



6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.

a. Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a informação científica for incompleta ou não conclusiva.

b. Impor o ônus da prova àqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que os grupos sejam responsabilizados pelo dano ambiental.

c. Garantir que a decisão a ser tomada se oriente pelas conseqüências humanas globais, cumulativas, de longo prazo, indiretas e de longo alcance.

d. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.

e. Evitar que atividades militares causem dano ao meio ambiente.



7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.

a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.

b. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis, como a energia solar e do vento.

c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais saudáveis.

d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais.

e. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.

f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.



8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e a ampla aplicação do conhecimento adquirido.

a. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada a sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.

b. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuam para a proteção ambiental e o bem-estar humano.

c. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, estejam disponíveis ao domínio público.



III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA



9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.

a. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não-contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, distribuindo os recursos nacionais e internacionais requeridos.

b. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma subsistência sustentável, e proporcionar seguro social e segurança coletiva a todos aqueles que não são capazes de manter-se por conta própria.

c. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem, e permitir-lhes

desenvolver suas capacidades e alcançar suas aspirações.



10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.

a. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.

b. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e isentá-las de dívidas internacionais onerosas.

c. Garantir que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.

d. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais atuem com

transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas conseqüências de suas

atividades.



11. Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.

a. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.

b. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.

c. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e a educação amorosa de todos os membros da família.



12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, concedendo especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.

a. Eliminar a discriminação em todas suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.

b. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas a formas sustentáveis de vida.

c. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.

d. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.



IV.DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ



13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões, e acesso à justiça.

a. Defender o direito de todas as pessoas no sentido de receber informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que poderiam afetá-las ou nos quais tenham interesse.

b. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações na tomada de decisões.

c. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de assembléia pacífica, de associação e de oposição.

d. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos administrativos e judiciais independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.

e. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.

f. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.



14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.

a. Oferecer a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.

b. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.

c. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no sentido de aumentar a sensibilização para os desafios ecológicos e sociais.

d. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma subsistência sustentável.



15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.

a. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimentos.

b. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.

c. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.



16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz.

a. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.

b. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para manejar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.

c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não-provocativa da defesa e converter os recursos militares em propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.

d. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em massa.

e. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico mantenha a proteção ambiental e a paz.

f. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.



O CAMINHO ADIANTE



Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa dos princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.



Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável aos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa, e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar expandir o diálogo global gerado pela Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca

iminente e conjunta por verdade e sabedoria.



A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Porém, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade têm um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.



Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacional legalmente unificador quanto ao ambiente e ao desenvolvimento.



Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.

Fonte: http://www.mma.gov.br/

domingo, 8 de agosto de 2010

CRIANÇA DESAPARECIDA " DIVULGUEM POR FAVOR"

OLÁ AMIGOS RECEBI POR E-MAIL O COMUNICADO DE DESAPARECIMENTO DESTA MENINA, POR FAVOR COMO EU ESTOU FAZENDO DIVULGUEM ESTA MENSAGEM.

Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.


(Luc.1:50).






Eu estou fazendo minha parte, por favor ajudem tambem.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ilhabela 37ª Rolex Sailing Week - Resultados Finais

Ventaneiro: o título mais "aguardado"



Fonte: http://www.risw.com.br/2010

Por cerca de dez minutos, o San Chico 2 foi o campeão da ORC Internacional 600, a classe mais equilibrada da 37ª Rolex Sailing Week. O barco gaúcho chegou inclusive a receber as palmas de um de seus concorrentes diretos, o Zeus. Mas sua experiente tripulação, que navega junto há sete anos, parecia desconfiar e ainda comemorava discretamente quando o resultado oficial foi lançado pela Comissão: o Ventaneiro sagrara-se tricampeão em Ilhabela, repetindo o resultado dos dois anos anteriores.


Ao final da oitava e última regata da semana, três barcos terminaram empatados com 16 pontos perdidos (PP): Ventaneiro e San Chico 2, além de Zeus. As atenções então se voltaram aos critérios de desempate: todos obtiveram com duas vitórias. Foram, então, ao segundo critério de desempate: Ventaneiro e San Chico com três vices cada. Zeuz (4º neste sábado), não obteve o mesmo resultado e assim confirmava a terceira colocação na competição na semana.




Crédito da foto: Rolex /Carlo1 Borlenghi

Mas Ventaneiro e San Chico continuavam buscando na tabela o próximo critério: nenhum dos dois terminou em terceiro; ambos fecharam duas regatas em quarto. Mesmo que tamanho equilíbrio seja improvável – poucos no Yacht Club de Ilhabela (YCI) se lembram de algo parecido – há, no regulamento, um critério que impede, afinal, um empate absoluto: a regata de longo percurso Alcatrazes por Boreste.



E foi justamente nela, na “longínqua” primeira regata, que o Ventaneiro superou o San Chico. E as colocações daquele domingo não poderiam ser mais emblemáticas: Ventaneiro em primeiro; San Chico em segundo; Zeus em terceiro. Era um sinal.



“Nunca vivi uma situação assim”, comentou Renato Cunha, comandante do Ventaneiro. “Sabíamos que havíamos chegado à frente. Porém, devido ao rating, é preciso contar e recontar para se ter alguma certeza”, disse.

Crédito da foto: Rolex /Carlo1 Borlenghi

Antes da regata, o tático do barco campeão, Marcos (Kako) Ribeiro, demonstrava apreensão em relação ao dia: “Esse vento entre oito e dez nós não nos favorece. Ao contrário, ele é bom para o San Chico”, refletiu. À tarde, ao descer do barco, ele mostrava-se resignado com a notícia informal da vitória do concorrente. Durou pouco. “Sabíamos que tínhamos ido bem. Eram grandes as chances (de vencer)”, comemorou sorrindo.



A regata – Como previra antes da regata Xico Freitas, timoneiro do San Chico 2, os barcos Zeus e Ventaneiro largaram com marcação cerrada um sobre o outro. “Vamos tentar aproveitar essa situação para andar o máximo possível para frente”, adiantou ainda fora do barco.

Crédito da foto: Rolex /Carlo1 Borlenghi


De fato, o San Chico 2 velejou “livre” da disputa de seus dois concorrentes e correu “com alegria”, como queria Xico Freitas pela manhã. Contudo, como relatou Renato Cunha, “em determinado momento conseguimos colocar o Zeus numa situação de ‘sinuca’ e o ultrapassamos”. Ainda assim, para atingir o objetivo de realizar a regata com o menor tempo possível e atingir uma boa folga para o desconto do rating, era preciso mais. “Tivemos ainda de nos livrar de outros barcos à nossa frente para velejar como queríamos”. O Ventaneiro chegou atrás do San Chico 2 no tempo descontado. Mas a recuperação que levou ao segundo lugar na regata, em última análise, lhe valeu o título da 37ª Rolex Sailing Week. Kako foi taxativo: “Foi nossa regata mais legal”.



Numa competição de tamanho equilíbrio, que concentrou as atenções de repórteres, amigos e familiares presentes no YCI neste último dia de regata, a sensação que ficou é a de que um desempate nestas condições pode parecer injusto.

Crédito da foto: Rolex /Carlo1 Borlenghi


Mas o esporte é um universo apaixonante justamente pelo imponderável. E com a proposta do YCI de incrementar a competitividade na raia nesta 37ª Rolex Ilhabela Sailing Week, um vencedor, ainda que no último critério de desempate, mesmo que saído de uma semana repleta de detalhes, se fazia necessário. Ao Ventaneiro, portanto, o troféu. E o Rolex Submarine.



A Classificação final da classe ORC Internacional 600 ficou assim:

1º Ventaneiro, com 16 PP (venceu Alcatrazes);

2º San Chico 2, com 16 PP (vice em Alcatrazes);

3º Zeus, com 16 PP (sem vices).

4º Absoluto, com 24 PP.