terça-feira, 19 de abril de 2011

Os Resíduos Sólidos, o problema é nosso.

Por Paulo Henrique Ribeiro Santana - PH, Vereador.

fonte: http://www.radiosaoseba.com.br/




O tratamento dado aos resíduos sólidos no Brasil não pode ser bem avaliado a partir da própria dificuldade em obter informações confiáveis e detalhadas sobre o tema. Os dados existentes sobre o assunto são escassos, falhos e conflitantes, a começar das estimativas sobre a quantidade de resíduos gerados.

A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – CETESB calculou que a geração de resíduos sólidos municipais, em 1994, era de 59 mil toneladas por dia, com base na geração média por habitante, estimada em 0,5kg/hab/dia, e na população efetivamente atendida pela coleta de lixo. Os dados obtidos são, portanto, uma subestimativa do lixo efetivamente gerado pela população brasileira.

Quanto ao lixo hospitalar, o recolhimento era efetuado em apenas 2.442 Municípios brasileiros. Do total coletado, 45% do lixo não tinha coleta especial, sendo misturado ao lixo comum, 42,3% era despejado em vazadouros a céu aberto, 6% jogado em aterros, e só 0,4% era disposto em aterros de resíduos especiais. O lixo industrial, por sua vez, era coletado em 1.505 Municípios dos 4.425 pesquisados. Desse total, 66% não tinham coleta especial e os resíduos industriais eram misturados ao lixo comum, depositados em vazadouros ou “lixões” a céu aberto. Há estimativas que apontam para a existência de 12.000 lixões a céu aberto espalhados pelo País.

Os dados sobre a composição do lixo também são parcos. Segundo a Prefeitura de São José dos Campos, o lixo doméstico produzido naquele Município é composto por 65% de matéria orgânica, 27% de material reciclável (papel, vidro, metal, plástico e resíduos da construção civil) e 8% de resíduos não recicláveis, incluindo os provenientes das unidades de serviços de saúde. Embora a cidade possua um programa de coleta seletiva e reciclagem, não há informações sobre suas respectivas quantidades.

A coleta seletiva é realizada em apenas 135 Municípios brasileiros, a maior parte dos quais situa-se nas regiões Sudeste e Sul, segundo o Compromisso Empresarial para a Reciclagem – CEMPRE. A reciclagem é outro aspecto sobre o qual há poucas informações e, ainda assim, as mesmas merecem ser analisadas com muita cautela.
Segundo o Prof. João Tinoco, consultor da Organização Mundial de Saúde, menos de 3% do lixo passa por processos de compostagem e apenas 2% é reciclado. A grave situação quanto ao tratamento dos resíduos sólidos no Brasil é resultado, por um lado, da falta de recursos destinados ao setor, bem como do despreparo e desinteresse das administrações municipais, e, por outro, da falta de cobrança por parte do Ministério Público e da sociedade como um todo.
Os recursos arrecadados com a cobrança de limpeza urbana, na maior parte dos casos, são insuficientes para as despesas. Muitos Municípios sequer cobram essa taxa. Aliás, convém mencionar que tramitam na Justiça diversas ações questionando a constitucionalidade de tal cobrança. Como o serviço não seria divisível, teria que ser custeado por impostos em geral e não por taxa. A disposição dos resíduos sólidos poderia estar em outra situação se fosse exigido o cumprimento mínimo da legislação ambiental vigente.

Mesmo considerando ser eminentemente municipal a competência para o tratamento do lixo, a legislação ressente-se de uma política nacional de resíduos sólidos, bem como de normas gerais e de âmbito nacional, visando não apenas o correto gerenciamento dos resíduos, mas, principalmente, a redução da sua geração. Isso requer o estabelecimento de mecanismos que extrapolam as competências municipais e estaduais, como, por exemplo, a atribuição de responsabilidades aos fabricantes pelo ciclo total do produto, incluindo a obrigação de recolhimento após o uso pelo consumidor, ou tributação diferenciada por tipo de produto.


No entanto seria importante que o município iniciasse a discussão sobre o Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, pois em futuro próximo, não poderemos mais “exportar” os nossos resíduos, fica aí a dica para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.



quarta-feira, 23 de março de 2011

Brasil precisa investir R$ 22 bilhões até 2015 para garantir abastecimento de água

fonte:
Ascom/ANA

Créditos: Ricardo Zig Koch Cavalcanti/Banco de Imagens ANAEstação de Tratamento de Água (ETA)Dos 5.565 municípios brasileiros, 55% poderão ter déficit no abastecimento de água. Desses, 84% necessitam de investimentos para adequação de seus sistemas produtores e 16% precisam de novos mananciais.

foto: autor desconhecido

Levantamento inédito em todo o País coordenado pela Agência Nacional de Águas, o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água reúne informações detalhadas sobre a situação dos 5.565 municípios brasileiros com relação às demandas urbanas, à disponibilidade hídrica dos mananciais, à capacidade dos sistemas de produção de água e dos serviços de coleta e tratamento de esgotos.



O Atlas revela que 3.059, ou 55% dos municípios, que respondem por 73% da demanda por água do País, precisam de investimentos prioritários que totalizam R$ 22,2 bilhões. As obras nos mananciais e nos sistemas de produção são fundamentais para evitar déficit no fornecimento de água nas localidades indicadas, que em 2025 vão concentrar 139 milhões de habitantes, ou seja, 72% da população. Concluídas até 2015, as obras podem garantir o abastecimento até 2025.



O Atlas Brasil consolida o planejamento da oferta de água em todo o País a partir do diagnóstico dos mananciais e da infraestrutura hídrica existente (sistemas de captação de água, elevatórias, adutoras e estações de tratamento) e da identificação das melhores alternativas técnicas. É o resultado do trabalho feito em articulação com órgãos do governo federal, estaduais e municipais.



O Norte e o Nordeste possuem, relativamente, as maiores necessidades de investimentos em sistemas produtores de água (mais de 59% das sedes urbanas). Chama a atenção a precariedade dos pequenos sistemas de abastecimento de água do Norte, a escassez hídrica no Semiárido e a baixa disponibilidade de água das bacias hidrográficas litorâneas do Nordeste. No Sudeste, os principais problemas decorrem da elevada concentração urbana e da complexidade dos sistemas produtores de abastecimento, que motivam, muitas vezes, disputas pelas mesmas fontes hídricas.



“O intenso trabalho que resultou no Atlas Brasil ajuda o país a identificar os gargalos e carências de várias regiões, os conflitos vivenciados nos grandes centros urbanos pelas mesmas fontes mananciais e a avaliar suas infraestruturas para atender adequadamente ao abastecimento público.



Cada um dos 5.565 municípios brasileiros, um a um, foi avaliado. Dessa forma, é uma ferramenta indispensável para a tomada de decisões e para a racionalização de investimentos em todo o País.”, disse a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira. “O que estamos propondo é a ação articulada e integrada entre União, Estados e Municípios, e entre os setores de recursos hídricos e de saneamento, para o sucesso das alternativas, das quais dependem, em grande parte, a sustentabilidade urbana, econômica e ambiental das cidades, grandes e pequenas. A experiência adquirida na construção do Atlas Brasil de Abastecimento Urbano de Água leva-nos a pensar em propostas ainda mais ousadas, como um Atlas da Universalização do Abastecimento de Água, atendendo também as comunidades isoladas dos nossos municípios, em sintonia com as diretrizes da Presidente Dilma Rousseff, de priorizar o combate à miséria extrema no Brasil”, completou a ministra.



INVESTIMENTOS



Juntos, Nordeste e Sudeste demandam 74% do total dos investimentos necessários, que equivalem a R$ 16,5 bilhões que seriam destinados a 2.076 municípios. Essas duas regiões requerem grande volume de investimentos devido ao maior número de aglomerados urbanos e por causa do Semiárido, que demanda grandes esforços para a garantia hídrica do abastecimento de água.



Do total dos recursos, 51% correspondem à adoção de novos mananciais (R$ 11,3 bilhões para 703 municípios), incluindo a conexão de atuais sistemas isolados a sistemas integrados, enquanto 49% restantes (R$ 10,9 bilhões) destinam-se à ampliação de sistemas de produção de água existentes (isolados ou integrados) para 2.356 sedes urbanas.



“O Atlas Brasil é estudo alicerçado na garantia de que as informações e propostas apresentadas são fruto de amplo consenso, alinhado entre representantes dos prestadores de serviços de abastecimento de água, órgãos de gestão dos recursos hídricos, Comitês e Agências de Bacias Hidrográficas, entre outras entidades municipais, estaduais e federais vinculadas aos setores de recursos hídricos e saneamento, que traz não apenas as soluções, mas formas de financiamento das obras propostas”, disse o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu.



ESGOTOS



A universalização dos serviços de saneamento é a meta básica de longo prazo a ser alcançada pelo País. O Atlas, porém, propõe a implantação de redes coletoras e Estações de Tratamento de Esgotos – ETE em municípios onde o lançamento de efluentes (esgotos sanitários) tem potencial para poluir mananciais de captação. Para isso, seriam necessários investimento adicionais de R$ 47,8 bilhões, sendo R$ 40,8 bilhões em sistemas de coleta e R$ 7 bilhões em tratamento de esgotos. Portanto, os investimentos necessários no longo prazo somariam R$ 70 bilhões, considerados os gastos de R$ 22, 2 bilhões para evitar déficit de abastecimento até 2015, e os R$ 47,8 bilhões necessários para manter a qualidade dos mananciais no futuro.



Os problemas associados à poluição hídrica são mais evidentes nos grandes aglomerados de municípios, devido à pressão das ocupações urbanas sobre os mananciais de abastecimento público. Os lançamentos de esgotos sem tratamento dos municípios localizados rio acima influenciam diretamente na qualidade das águas das captações rio abaixo.



PANORAMA REGIONAL



Norte: A região requer investimentos de R$ 1,9 bilhão. Amazonas e Pará concentram 77% dos investimentos do Norte (R$ 1,5 bilhão), destinados a 167 sedes urbanas. A opção de aproveitar as fontes de elevada disponibilidade hídrica foi predominantemente adotada nos grandes centros, como nos casos de Belém e Manaus, onde estão previstos R$ 756,7 milhões em recursos (39% do montante para toda a região). Cerca de R$ 1,4 bilhão estão voltados à ampliação de sistemas produtores abastecidos por fontes hídricas superficiais em 76 cidades, distribuídas predominantemente no Pará (sul do estado e eixo do rio Tapajós), Amazonas (Alto Rio Negro e região metropolitana de Manaus) e norte do Tocantins. Nas cidades de pequeno e médio portes, prevalecem as soluções baseadas na exploração de águas subterrâneas (poços rasos ou profundos), onde as restrições de acessibilidade são preponderantes na escolha de alternativas simplificadas, que não onerem ou inviabilizem a produção de água em localidades isoladas. Acesse aqui as informações sobre os estados do Norte.



Nordeste: São previstos aportes de R$ 9,1 bilhões (mais de 40% dos recursos do ATLAS), para 1.344 municípios. Mais da metade dos investimentos se concentra na Bahia e em Pernambuco (R$ 5 bilhões). Do total, R$ 3,4 bilhões destinam-se a ampliações de sistemas produtores em 919 sedes urbanas, entre os quais R$ 2,6 bilhões (para 424 cidades) correspondem a sistemas abastecidos por mananciais superficiais (prevalentes nos eixos do rio São Francisco e do litoral nordestino, norte de Alagoas, oeste da Bahia e em todo o Ceará) e R$ 777,4 milhões para novos poços, distribuídos especialmente na região nordeste da Bahia, interior e litoral norte do Maranhão e centro-norte do Piauí. Acesse aqui as informações sobre os estados do Nordeste.



Semiárido: Para essa região, área com maior escassez de água do Brasil, formada por oito Estados nordestinos e pelo Norte de Minas Gerais, os investimentos previstos totalizam R$ 6,4 bilhões (29% do total previsto para o País), com destaque para Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, que reúnem a maior parcela dos recursos (24%). Dos 1.133 municípios que compõem a região, 826 sedes requerem investimentos para ampliar a oferta de água, predominantemente na conexão a sistemas integrados projetados ou com obras em andamento (R$ 3,6 bilhões para 218 das sedes).



Centro-Oeste: A região requer investimentos de R$ 1,7 bilhão. O Distrito Federal, que abrange 30 regiões administrativas, e Goiás concentram o maior volume de investimentos, totalizando R$ 1,5 bilhão (85% dos recursos de toda a região). No Centro-Oeste predominam os investimentos na ampliação de sistemas produtores, representando 57% dos recursos (R$ 976,3 milhões para 161 municípios). Desse universo, R$ 55,4 milhões destinam-se a novos poços para 76 sedes urbanas concentradas, em grande parte, nos eixos centro-sul e leste do Mato Grosso do Sul e em todo o interior de Goiás. Os demais R$ 920,9 milhões, associados a ampliações de sistemas abastecidos por mananciais superficiais, referem-se ao atendimento de 85 sedes localizadas, predominantemente, no norte de Mato Grosso e Goiás e na região metropolitana de Goiânia. Exatos 42% dos investimentos do Centro-Oeste vinculam-se à adoção de novos mananciais (R$ 713,4 milhões para 44 cidades), com destaque para os novos mananciais previstos para o Distrito Federal, incluindo os aproveitamentos no lago Paranoá e na barragem de Corumbá IV. Acesse aqui as informações sobre os estados do Centro-Oeste.



Sudeste: São necessários investimentos totais de R$ 7,4 bilhões para o Sudeste, sendo que 87% dos investimentos estão concentrados em 274 municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde também se reúne o maior número de projetos existentes. Mais da metade dos recursos (R$ 4 bilhões) destina-se à adoção de novos mananciais para 111 sedes urbanas, distribuídas principalmente no interior de São Paulo, sul e oeste de Minas Gerais e na região metropolitana de São Paulo. Os demais R$ 3,4 bilhões (46% do total da região) correspondem a ampliações de sistemas produtores, abastecidos por poços (R$ 256,5 milhões para 232 sedes concentradas no oeste paulista e sudeste mineiro) ou por mananciais superficiais (R$ 3,2 bilhões para 384 sedes distribuídas em todos os estados do Sudeste, incluindo o interior e a região metropolitana do Rio de Janeiro). Verifica-se forte interdependência dos mananciais que abastecem, conjuntamente, as regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas e, de outro lado, a região metropolitana do Rio de Janeiro, pondo em evidência o papel estratégico das bacias do Alto Tietê; Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ); e Paraíba do Sul no atendimento simultâneo de todas as regiões. Acesse aqui as informações sobre os estados do Sudeste.



Sul: A região totaliza R$ 2 bilhões em investimentos distribuídos em 483 sedes urbanas (16% do universo dos municípios que requerem investimentos). A maior parte dos recursos (R$ 1,7 bilhão ou 85% do total) destina-se à ampliação de sistemas produtores, sendo R$ 835,6 milhões aplicáveis à exploração de mananciais subterrâneos para atendimento a 276 municípios, geralmente de pequeno porte distribuídos na região oeste dos três estados do Sul e coincidentes com as formações vulcânicas e do aquífero Guarani. Os investimentos em adequações de sistemas produtores associados a captações superficiais (R$ 875,8 milhões para 162 sedes urbanas) predominam na região centro-sul do Paraná, norte de Santa Catarina e no oeste do Rio Grande do Sul (em parte da bacia do Rio Uruguai). Para a adoção de novos mananciais foram previstos R$ 299,8 milhões, correspondentes a 38 sedes distribuídas, principalmente, pelo interior do Paraná. Acesse aqui as informações sobre os estados do Sul.



Regiões metropolitanas: Quase todos os principais aglomerados urbanos (incluídas as capitais e as regiões metropolitanas com população superior a 1 milhão de habitantes) necessitam de investimentos para a ampliação da oferta de água, incluindo o aproveitamento de novos mananciais ou a adequação dos sistemas produtores. Os R$ 9,6 bilhões previstos para essas regiões (43% do total para o País) beneficiarão 256 sedes municipais, onde se concentra quase a metade de toda a população urbana brasileira. Exatos 89% desses investimentos estão associados às concessionárias estaduais de saneamento. Essas regiões precisam buscar mananciais cada vez mais distantes e há crescente complexidade da infraestrutura hídrica. As ampliações dos sistemas produtores somam R$ 5,3 bilhões em investimentos, abrangendo as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre, Florianópolis, São Luís, Salvador, Aracaju, Goiânia, Belém, Macapá e Manaus, além da região integrada de desenvolvimento econômico de Teresina e das seguintes capitais: Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Cuiabá (MT), cujos aglomerados urbanos reunirão, em 2025, cerca de 47 milhões de habitantes em 189 sedes municipais.



Para acessar o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, visite: www.ana.gov.br/atlas



PRINCIPAIS CONCEITOS:



As soluções propostas pelo ATLAS visam: 1) ampliar ou adequar o sistema de produção de água; 2) adotar novo manancial, conforme o diagnóstico de cada sistema.



O sistema de produção de água compreende a captação da água em rio ou poço, a elevação através de bombas até a Estação de Tratamento de água ou Reservatório, a condução da água por meio de adutoras e o tratamento da água para torná-la potável.



A adoção de novo manancial se dá quando, após a verificação através de estudos hidrológicos, constata-se que a quantidade de água em período de estiagem é ou será insuficiente para atender a demanda atual ou futura de água.



Entende-se por sistema isolado, o sistema de abastecimento que atende a uma sede municipal somente. Assim também, convencionou-se chamar sistema integrado àquele sistema de abastecimento de água que abastece 2 (dois) ou mais municípios.



Investimentos para implantação das obras de abastecimento de água

Ascom/ANA

quinta-feira, 17 de março de 2011

http://www.acaoprotecao.com.br/

terça-feira, 8 de março de 2011

8 Março Dia Internacional da Mulher.

Mulher, uma intensa magia - Poetas e Poetisas

Mulher
...
Não sei que intensa magia, teu corpo irradia
Que me deixa louco assim, mulher
Não sei, teus olhos castanhos, profundos, estranhos
Que mistério oculta....rão, mulher. Não sei dizer
Mulher, só sei que sem alma
Roubaste-me a calma e aos teus pés eu fico a implorar

O teu amor tem um gosto amargo e eu fico sempre a chorar nesta dor
Não sei que intensa magia, teu corpo irradia
Que me deixa louco assim, mulher
Não sei, teus olhos castanhos, profundos, estranhos
Que mistério oculta....rão, mulher
Não sei dizer
Mulher, só sei que sem alma
Roubaste-me a calma e

Não sei que intensa magia, teu corpo irradia
Que me deixa louco assim, mulher
Não sei, teus olhos castanhos, profundos, estranhos
Que mistério oculta....rão, mulher
Não sei dizer
Mulher, só sei que sem alma
Roubaste-me a fico sempre a chorar nesta dor

(Custódio Mesquita; Sadi Cabral)


Parabens pelo seu dia Mulher.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Autorizado desmatamento para duplicação da BR-408

Fonte:http://jc3.uol.com.br/

A duplicação da BR-408, mesmo com seu licenciamento ambiental sob investigação pelo Ministério Público de Pernambuco, teve mais uma etapa vencida esta semana. Lei estadual que autoriza o corte de 1,99 hectare de mata atlântica para a execução da obra foi publicada na quarta-feira, dia 16, no Diário Oficial do Estado.
A lei, de número 13.960, é assinada pelo governador Eduardo Campos e localiza o desmatamento nos entroncamentos da BR-408 com a BR-232 e com a PE-005 (Bicopeba). A BR-408 tem 41,8 quilômetros e atravessa os municípios de Jaboatão dos Guararapes, São Lourenço da Mata, Paudalho e Carpina.
Desde 1995, com a Lei da Política Florestal de Pernambuco (nº 11.206/95), o governo do Estado, respaldado pela Assembleia Legislativa, já autorizou a supressão de quase 2 mil hectares de vegetação nativa. Abaixo, relatório de impacto ambiental da duplicação da BR-408 (0clique em FULL, na barra de ferramentas,  para visualizar o documento e ESC para retornar ao blog).

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ALGUNS IMPACTOS AMBIENTAIS NEGATIVOS DECORRENTES DA ATIVIDADE TURÍSTICA
Autor: Alessandra Teixeira

O turismo mal planejado, desordenado e predatório pode comprometer as localidades onde é praticado, de diversas formas, causando, entre outros impactos negativos:

poluição atmosférica, aquática, sonora, visual destruição de espécies animais e vegetais nativas comprometimento no abastecimento de água, energia elétrica e outros recursos, esgotamento da capacidade de carga dos atrativos naturais

As empresas que têm operado de forma amadorística no setor de viagens, transporte, hospitalidade e entretenimento, têm contribuído significativamente para a degradação ambiental em diversos núcleos turísticos receptores. Exemplo disto são as várias situações em que pólos turísticos chegam até mesmo a serem interditados em períodos de alta temporada, devido à uma demanda excessiva de turistas que a infra-estrutura da região é incapaz de absorver e suportar. Isto é muito comum nas áreas costeiras, principalmente nos meses de férias escolares e feriados prolongados como o carnaval.
Em uma avaliação feita por Lima no arquipélago de Fernando de Noronha, acerca dos conflitos entre a demanda turística e os objetivos de conservação da natureza, a autora destaca os seguintes impactos sócio-ambientais negativos:

- ultrapassagem da capacidade de suporte da ilha devido à limitações naturais e de infra-estrutura
- aculturação
- aumento do consumo de drogas e da prostituição
- aumento da quantidade de lixo e esgoto
- aumento da demanda por água, acarretando colapsos em períodos de alta estação
- erosão do solo
- assoreamento do manguezal e descaracterização da paisagem

O TURISMO ECOLÓGICO E A SUSTENTABILIDADE

Um estudo realizado por Figueiredo no município de Soure (AM) levantou diversas consequências sócio-culturais e ambientais negativas, decorrentes da exploração turística, dentre as quais destacamos :

- criação de um turismo exótico ( submodalidade do turismo ecológico), que consiste em explorar aspectos da miséria regional para turistas estrangeiros admirarem
- o carimbó, dança típica da região, que antes era um lazer espontâneo do caboclo, hoje é um espetáculo vendido para os turistas ( mercantilização cultural )
- o artesanato local, inspirado em utensílios indígenas, já não é mais tão difundido na região
- ausência de participação popular nas decisões

De acordo com o código de ética difundido pela OMT (Organização Mundial do Turismo), os empreendedores do setor de turismo, bem como os funcionários da atividade e os turistas, devem observar as condições naturais do ambiente, bem como as tradições culturais e sociais e as práticas de todas as populações nativas, incluindo as minorias e os grupos indígenas, assim como o reconhecimento do valor destes. Neste contexto, a atividade turística deve ser conduzida em harmonia com a natureza e com os atributos e tradições dos núcleos turísticos receptores e em respeito com suas leis, práticas e costumes.

O TURISMO, O MODELO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A AGENDA 21

Segundo Swarbrooke 1, um dois primeiros artigos a adotar o termo desenvolvimento sustentável, foi o World Conservation Strategy , publicado pela International Union for the Conservation of Nature and Natural Resources, em 1980. Ainda na mesma década, em 1987, fui publicado, pela World Comission on Environment and Development, o relatório " Nosso Futuro Comum ", também chamado de Relatório Brundtland e onde está expressa a idéia de que o desenvolvimento econômico tinha de ocorrer de um modo mais socialmente justo e ambientalmente responsável.

Posteriormente, o modelo de Desenvolvimento Sustentável foi amplamente debatido durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, sediada no Rio de Janeiro em 1992 ( ECO-92 ). Depois desse evento, algumas mudanças ocorreram no sentido de orientar as empresas que lidam direta ou indiretamente com o meio ambiente, quanto à adoção de práticas eco-sustentáveis. Um exemplo disto foi a publicação, logo após a conferência da ECO-92, da Agenda 21, que constitui o principal referencial para Governos e Iniciativa Privada no que tange ao desenvolvimento econômico em bases sustentáveis. A Agenda 21 é dividida em quatro seções, sendo que cada seção contém vários capítulos, que fornecem diretrizes para a tomada de ações em relação à diversas questões tais como : proteção da atmosfera, combate ao desflorestamento, manejo de ecossistemas frágeis, conservação da diversidade biológica, entre outros. Além disso, a agenda também abarca alguns princípios pelos quais as Nações devem se orientar como o : princípio poluidor- pagador ( PPP ), o princípio da precaução e o princípio das responsabilidades comuns, porém, distintas, entre países em vias de desenvolvimento e países desenvolvidos.

Em relação ao turismo, a Agenda 21 traz no capítulo 9, seção II, duas considerações que se relacionam diretamente com a atividade. A primeira diz respeito à energia, fator-chave para o desenvolvimento de qualquer setor. Segundo a agenda, " as formais atuais de produção, transmissão, distribuição e consumo de energia não podem atender às necessidades crescentes de modo sustentável, sendo que o uso da mesma deve respeitar a atmosfera, a saúde humana e o meio ambiente como um todo. Neste contexto, maior ênfase deve ser dada à utilização de fontes novas e renováveis de energia. "

A indústria da hospitalidade é uma grande consumidora de energia e por isso, devem ser incluídas, no planejamento turístico para determinada localidade, soluções alternativas que visem à racionalizar o consumo de energia. A Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, vem desenvolvendo diversas pesquisas e programas voltados para a redução no consumo de energia por parte dos hotéis/motéis, restaurantes e outros equipamentos que compõem a infra-estrutura das atividades de lazer e turismo no local. No último trabalho desenvolvido pela universidade, conseguiu-se uma redução de 23 % no consumo de energia por parte dos hotéis e motéis que participaram do programa. Muitos estabelecimentos estão substituindo o ar condicionado por ventiladores de teto e implantando, entre outras coisas, sistema de aquecimento solar. Segundo os dados divulgados pelo Florida Energy Extension Service, que há quatorze anos vem desenvolvendo trabalhos nessa área, uma melhoria de apenas 1% no aproveitamento de energia, pode economizar cinco mil dólares para o estabelecimento. Além dos hotéis, estão sendo implantados outros programas semelhantes em restaurantes, que abrangem ainda a saúde dos trabalhadores e o treinamento destes para serem mais conscientes em termos de consumo de energia e preservação do meio ambiente.
Sabemos, que o deslocamento turístico implica na utilização de sistemas de transporte e o transporte de superfície, em especial, é um grande poluidor da natureza, posto que emite o dióxido de carbono para o ar, um dos gases componentes do CFC´s (clorofluorcabonetos - responsáveis pela destruição da camada de ozônio que protege a terra contra os raios solares nocivos). Com a destruição desta camada de ozônio surge o chamado Efeito Estufa, que está entre os problemas ambientais mais graves, representando uma ameaça à manutenção do equilíbrio ecológico necessário à sobrevivência das diversas formas de vida existentes no planeta. O Efeito Estufa é responsável pelo aquecimento global e, de acordo com a previsão dos cientistas, caso a utilização do CFC´s não seja banida, ou pelo menos, reduzida, daqui a algumas décadas, a temperatura na terra terá se elevado cerca de 3 º C a 4º C. Este índice parece irrelevante na ótica numérica, mas na ótica ambiental seria o suficiente para condenar cidades como : Nova York, Veneza e Rio de Janeiro ao desaparecimento devido ao aumento do nível do mar. Percebemos assim, que o turismo nestas regiões estaria totalmente comprometido, além da ameaça que isto representaria para as comunidades que vivem nestes locais. Além do problema do aumento do nível do mar, existem outros, de natureza igualmente grave, relacionados ao Efeito Estufa, que podem impactar negativamente a atividade turística. Segundo considerações feitas por estudiosos, em um Congreso Internacional de Geografia e Planejamento Turístico: "O aquecimento global também pode afetar negativamente o turismo de montanha, já que as precipitações sólidas diminuiriam ou seriam substituídas por chuvas. Com a desaparição dos campos de neve, os materiais rochosos ficariam expostos nas vertentes, dando origem à novas áreas de risco de escorregamentos."

Assim propomos que comecem a ser analisadas micro-estratégias que possam, em conjunto, contribuir para o alcance da sustentabilidade como um todo. Apesar disso , não acreditamos que o desenvolvimento sustentável possa ser atingido em todos os seus aspectos : econômico, sócio-cultural e ambiental, pois os interesses de cada um destes componentes não convergem para um ponto comum.
CONSIDERAÇÔES FINAIS

Proposições do tema
Antes de finalizarmos essa discussão, gostaríamos de prôpror outros debates que incluam as seguintes questões relacionadas à sustentabilidade da atividade turística :

- Qual é o real significado do turismo sustentável ? O que deve ser considerado sustentável :

para o meio ambiente
para a economia
para a população residente
para os empresários do setor
para os turistas
- Até que ponto a sustentabilidade no turismo está ao alcance dos que atuam no setor ?

- Qual o papel das autoridades públicas e iniciativa privada neste processo ? O que cada agente do turismo pode fazer como contribuição ao desenvolvimento sustentável da atividade e, como fazer ? Com que recursos ?

- Até que ponto o desenvolvimento sustentável no turismo, independe da sustentabilidade de outros setores ?

- Como conciliar econômico, social e ambiental ?

- Como motivar os empreendedores do setor de turismo a serem socialmente e ambientalmente responsáveis ? Que subsídios oferecer ?

- Como fazer com que os empresários ofereçam a seus funcionários um salário mais sustentável, que dê para o indivíduo prover o seu sustento, tendo em vista a alta carga tributária imposta às empresas ?